Lat: -7.226842001816700, Long: 12.861542008832000


Nzetu [Ambrizete]

Zaire, Angola

Enquadramento Histórico e Urbanismo

Nzetu, antigo Ambrizete, representa o exemplo de uma pequena povoação costeira, situada a meio caminho entre Luanda e a fronteira norte, cuja atividade produtiva e comercial contribuiu para a ocupação do território. Chegou até nós como um conjunto urbano e edificado coerente. Povoação instalada a sul da foz do Rio Mbridge, onde, segundo a tradição, se haviam instalado, junto da praia, alguns “habitantes da zona de São Salvador”, ocupados na pesca e na produção de sal. A atividade produtiva e comercial foi essencial para a ocupação do território. Durante o período do tráfico, o litoral entre Ambrizete e Banana (no extremo territorial, do lado norte do Rio Zaire) estava povoado de feitorias. Após a extinção do tráfico atlântico, Nzetu foi procurada como porto de comércio lícito, onde os naturais atuavam como intérpretes junto das seis feitorias europeias, que desse modo evitavam o controle da alfândega do Ambriz. Ocupado militarmente por Neves Ferreira, governador do distrito do Congo em 1888, por volta de 1900 instalou‐se em Ambrizete o Forte Cabral Moncada, extinto depois pelo regime republicano. Existia uma paróquia de São Vicente desde 1890, cuja igreja seria restaurada em meados do século XX. Ficou ligada a Luanda por telégrafo em 1900. Porto de mar e sede de concelho desde 1955, tinha vinte e cinco casas comerciais, quase todas independentes, cujo movimento era baseado na venda de artigos de consumo corrente e na compra de algodão, óleo de palma, amendoim, gergelim e café para exportação, concorrendo com o vizinho Porto do Ambriz. Tinha escola, correios, uma missão católica e uma missão evangélica.

Aida Freudenthal