Catas Altas

Lat: -20.075033806279000, Long: -43.407833946566000

Catas Altas

Minas Gerais, Brasil

Enquadramento Histórico e Urbanismo

De acordo com um relato histórico datado de 1750, o arraial de Catas Altas foi fundado em 1703 pelo paulista Manuel Dias. Este topónimo, que acabou servindo para designar toda a freguesia, originou‐se no facto de haver ali "catas" (explorações auríferas) em sítios mais elevados do que as que haviam sido encontradas inicialmente nas margens do rio. Em meados do século, havia no povoado 302 fogos, distribuídos pelas várias ruas e bairros que se prolongavam pelos caminhos. Nesta época, os habitantes solicitaram ao governador da capitania o título de vila, alegando não haver ali "oficial público" para fazer os testamentos. O pedido não foi aceite: o argumento era, por certo, questionável (bastava criar um lugar de tabelião, o que foi feito), mas é possível que a recusa também decorresse de uma desconfiança em relação à "fidelidade" dos homens‐bons do arraial, já que este fora palco de uma rebelião durante o governo do conde de Assumar (1717‐1720). A freguesia de Catas Altas incluía os habitantes de uma zona rural ampla e bem povoada - o que justifica o tamanho considerável da Igreja Matriz, que hoje pode parecer desproporcionado para o pequeno número de casas do núcleo urbano. Num relato de 1800, lê‐se que Catas Altas era um arraial tão grande como o de Santa Bárbara, mas "muito mais decadente", o que leva a supor que o lugar tenha sofrido um declínio económico e demográfico no final do século XVIII. Catas Altas conservou‐se no concelho de Mariana até 1839, quando passou a pertencer à então recém‐criada Vila de Santa Bárbara; sua emancipação deu‐se somente em 1995, quando foi criado o município de Catas Altas.

Arquitetura religiosa

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