Forte da Santa Cruz (São Roque do Paraguaçu)

Forte da Santa Cruz (São Roque do Paraguaçu)

Maragojipe, Bahia, Brasil

Arquitetura militar

Preocupados com a penetração de invasores através dos rios navegáveis que vinham ter à Baía de Todos os Santos, ou com esteiros que pudessem abrigar as suas naves, os portugueses fizeram pequenas fortificações que poderiam hostilizá‐los na sua passagem. O Forte da Santa Cruz ou do Paraguaçu é um deles. Na realidade, a construção não passa de um reduto defensivo, "um hexágono irregularíssimo", como definia Vilhena. Existe, porém, uma enorme confusão quanto à sua designação e outras possíveis fortificações da barra ora desaparecidas. Diz Silva Campos que o forte em questão já foi apelidado, também, de Forte do Alemão, dos Franceses e, atualmente, é conhecido como "da Salamina". Não se sabe, ao certo, se foi edificação originariamente portuguesa ou dos holandeses, que dominaram a área em 1638. O fato é que os portugueses construíram, segundo Caldas, uma "Força" ou bateria do outro lado do rio, em posição a cavaleiro, para hostilizar os holandeses que ocupavam a fortificação. Esta posição artilhada talvez fosse a defesa conhecida por Bateria da Conceição. O mesmo Caldas fez dois levantamentos que diferem substancialmente do Forte da Santa Cruz: um para ilustrar a Notícia Geral e outro para a sua série de desenhos de fortificações mandadas ao reino e hoje sob a guarda da Biblioteca Nacional de Portugal. O primeiro deles afigura‐se como croquis grosseiro (1758), mas o segundo é mais cuidadoso (1762). No texto relativo a esta segunda imagem, o então capitão Caldas informa que o fortim em questão foi totalmente restaurado entre 1762 e 1763, certamente por causa dos conflitos entre Portugal e Espanha. Desta defesa existe notícia de um levantamento cadastral de 1713, feito pelo mestre‐de‐campo Miguel Pereira, cuja iconografia desapareceu.

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