Bateria de São Paulo da Gamboa

Bateria de São Paulo da Gamboa

Salvador, Bahia, Brasil

Arquitetura militar

Estava intrinsecamente ligada ao Forte de São Pedro na defesa do sul da cidade. É uma bateria "a lume d’água ", ligada antigamente ao Forte de São Pedro com uma cortina de redentes. Fazia parte de um sistema que deixava entrever a influência dos ensinamentos de Vauban no pensamento do brigadeiro Massé e dos engenheiros da época, de maneira geral. O detalhamento do projeto da bateria foi de Miguel Pereira e o executor das obras o ajudante engenheiro João Teixeira de Araújo, egresso da Aula Militar da Bahia. Tinha grande poder de fogo, com 19 peças de artilharia capazes de atirar concomitantemente na direção do mar. A eficiência desta bateria é destacada por Vilhena quando diz: "é, na opinião de muitos, uma das melhores fortificações da Bahia". A excelência de posicionamento e construção desta defesa fez com que, já no Período Imperial (1875), esta bateria fosse dotada de um gigantesco canhão Armstrong raiado de 250 com treze toneladas, que fez folclore na cidade ("Peça Vovó"), hoje removido do local.

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