Igreja de Santo Amaro (Brumal)
Santa Bárbara, Minas Gerais, Brasil
Arquitetura religiosa
Em 1727, o bispo do Rio de Janeiro concedeu autorização para a construção de uma capela na povoação do Brumado (hoje Brumal), atendendo à petição encaminhada por um dos seus habitantes, Amaro da Silveira Borges. Este se prontificava a erguê‐la às suas custas, pelo facto de residir muito longe, a duas léguas da Matriz de Santo António (arraial de Santa Bárbara); além deste morador, a capela iria ser útil a cerca de duzentas pessoas, que também tinham dificuldade em comparecer aos ofícios dominicais. O frontispício segue o modelo usual do período em que foi erguida a igreja, apresentando duas torres de secção quadrada, neste caso, salientes em relação ao plano da fachada, frontão triangular, porta central almofadada, duas janelas no coro. A ornamentação interna, bastante rica, compõe‐se de três altares com bela talha de estilo D. João V, que também reveste o arco‐cruzeiro e as paredes da nave, além de um púlpito. Há diversos registos de reparos no adro, vedações e retábulos, e acréscimos (janelas e portas nos corredores laterais, sinos nas torres) realizados durante todo o século XVIII. A Igreja de Santo Amaro permaneceu como capela filial de Santa Bárbara (Matriz de Santo António) até 1874, quando foi criada a freguesia de Brumado. Foi classificada em 1941, e a última restauração data de 1988.



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