Santuário da Santíssima Trindade
Tiradentes, Minas Gerais, Brasil
Arquitetura religiosa
A primitiva ermida dedicada à Santíssima Trindade foi construída por volta de 1776, pelo ermitão António Fraga, que a administrou até ao ano de sua morte, em 1794. Em 1810, a capela foi substituída pelo edifício atual, erguido por iniciativa do tenente João António de Campos. O pintor Manoel Victor de Jesus foi encarregado de fazer "as plantas e riscos", e os trabalhos de pedreiro e carpinteiro foram executados por Cláudio Pereira Viana, João Damasceno e António Pereira da Silva. As obras se arrastaram por todo o século XIX, e o projeto original sofreu diversas alterações ao longo dos anos. Somente em 1854 foi criada a Confraria da Santíssima Trindade, e foi possivelmente nesta época que se começou a celebrar a festa anual, hoje uma das mais tradicionais de Tiradentes, realizada entre maio e junho. Em 1923, a capela transformou‐se em centro de romaria, e em 1962 recebeu o título de Santuário Diocesano da Santíssima Trindade. A igreja é simples, sem torres, com o frontispício dividido em três corpos pelos cunhais e pilastras, frontão triangular com acabamentos curvos, porta central e duas janelas no nível do coro, além das duas sineiras nas meias‐águas laterais, solução encontrada em outras capelas da cidade. O altar‐mor não possui trabalho de talha, mas ostenta uma bela imagem do Padre Eterno, que é venerada na procissão anual. Os dois altares laterais são pobres, e datam de meados do século XIX. Nas paredes laterais da nave existem telas do final do século XVIII, que pertenceram à Matriz. Foi classificada pelo IPHAN em 1964 e restaurada em 1975.



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