Forte do Presépio

Forte do Presépio

Belém, Pará, Brasil

Arquitetura militar

O Forte do Presépio foi assim batizado porque a expedição que tomou aquele ponto em 12 de janeiro de 1616 partira de São Luís no dia de Natal. Tratava‐se de um pequeno reduto de madeira, um simples quadrilátero cujas cortinas eram formadas por uma dupla linha de paliçadas contendo uma espécie de faxina de areia entre elas. Ainda na primeira metade do século XVII algumas paredes foram sendo reconstruídas em taipa de mão e taipa de pilão, mas o forte permanecia pouco forte. O seu grande mérito era a localização, que permitia boa visibilidade da baía e do rio. No final do século XVII uma planta do forte indica que se tinha construído um baluarte, direcionado para terra. Não que esta fosse a direção mais importante de defesa, mas era certamente a única de possível construção naquele terreno. Ao longo do século XVIII o forte foi sendo intervencionado, mas manteve quer a sua pequena dimensão, quer as fragilidades inerentes, que eram constantemente referidas na documentação com a metrópole. A defesa da cidade completava‐se com a Fortaleza da Barra, um forte circular construído no rio, que foi demolido no século XX, e um baluarte, o Fortim de São Pedro Nolasco, diante do Convento das Mercês. Conhecem‐se dois desenhos do início do século XIX que dão conta do estado do forte, que é identificado como Forte do Castelo, como passou a ser conhecido. Em 1832, quando veio ordem imperial para desarmamento dos fortes, o de Belém estava em ruínas. No século XX não teve praticamente préstimo militar. Até 1920 esteve sob tutela da companhia inglesa Port of Pará, depois voltou ao Ministério da Guerra, e abrigou um clube e um restaurante. Embora bastante arruinado, o forte foi classificado em 1962. Em 1995 começaram as intervenções que restauraram o uso do forte como núcleo cultural do projeto Feliz Lusitânia, abrigando um museu sobre os primeiros tempos de ocupação da região e permitindo a visibilidade das suas esplanadas sobre o rio e a baía.

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